História de Biólogo I
Assim como um salmão, eu vou
Em busca da minha terra natal
Vou guiada pelo sol,
Pelo cheiro das águas.
Não vou deixar que me impeçam
De me encontrar.
Porque aqui eu sou apenas uma ave migratória
Durante o inverno.
Meu destino pode estar em qualquer lugar
Mas um dia eu haverei de voltar.
E quando eu chegar, procurarei pelas mihas raízes
Devem estar presas a algum campo.
Terei de volta os meus dias mais jovens,
As minhas mais belas cores,
Como um salmão em reprodução.
De tanto viver em plena energia,
Voltarei sem peso nenhum - nas costas.
Estarei de volta ao meu destino, seja onde for.
Me encherei de coisas fúteis,
Como se fossem mesmo me preencher o vazio.
Logo, quando estiver mais velha,
Sentirei o peso dos dias outra vez.
Viajarei com toda voracidade de volta pra casa,
De onde nunca deveria ter saído.
Mas o que fazer, se temos que acabar
Construindo ninhos noutras terras?
Tudo em busca da sobrevivência.
Atravessarei correntes, como um peixe jovem outra vez,
Mas já não estarei tão jovem.
Já não terei tantas cores.
E quando voltar para o mar,
Este peixe já velho e sem forças,
Não poderei mais ser guiada pelo sol.
As águas vão me levar, como bem quiserem.
Meu destino agora é ser despedaçada
Contra uma grande rocha no fundo do mar.
Olhos, carne, pedaços, pra lá e pra cá.
Na volta pra casa, sempre se traz
Mais coisas do que se deve.
É peso demais saber que tudo mudou,
Que não serei mais um salmão colorido e fértil.
Mas morrerei sabendo que minha existência
Serviu para outras existências que estarão por vir.
Somos todos salmões em busca de nossa terra natal.
Em busca da minha terra natal
Vou guiada pelo sol,
Pelo cheiro das águas.
Não vou deixar que me impeçam
De me encontrar.
Porque aqui eu sou apenas uma ave migratória
Durante o inverno.
Meu destino pode estar em qualquer lugar
Mas um dia eu haverei de voltar.
E quando eu chegar, procurarei pelas mihas raízes
Devem estar presas a algum campo.
Terei de volta os meus dias mais jovens,
As minhas mais belas cores,
Como um salmão em reprodução.
De tanto viver em plena energia,
Voltarei sem peso nenhum - nas costas.
Estarei de volta ao meu destino, seja onde for.
Me encherei de coisas fúteis,
Como se fossem mesmo me preencher o vazio.
Logo, quando estiver mais velha,
Sentirei o peso dos dias outra vez.
Viajarei com toda voracidade de volta pra casa,
De onde nunca deveria ter saído.
Mas o que fazer, se temos que acabar
Construindo ninhos noutras terras?
Tudo em busca da sobrevivência.
Atravessarei correntes, como um peixe jovem outra vez,
Mas já não estarei tão jovem.
Já não terei tantas cores.
E quando voltar para o mar,
Este peixe já velho e sem forças,
Não poderei mais ser guiada pelo sol.
As águas vão me levar, como bem quiserem.
Meu destino agora é ser despedaçada
Contra uma grande rocha no fundo do mar.
Olhos, carne, pedaços, pra lá e pra cá.
Na volta pra casa, sempre se traz
Mais coisas do que se deve.
É peso demais saber que tudo mudou,
Que não serei mais um salmão colorido e fértil.
Mas morrerei sabendo que minha existência
Serviu para outras existências que estarão por vir.
Somos todos salmões em busca de nossa terra natal.
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