Sunday, June 25, 2006
Eu já pensei muito sobre os amigos.... Muitos me decepcionam, outros me surpreendem.... Mas estou sempre insistindo neles, não sei por quê. Por que algumas pessoas gostam da gente, a gente gosta mais de umas do que de outras..... Descobri que não existem amigos ou inimigos. Existem pessoas boas e pessoas que ainda não descobriram (ou não querem descobrir) que ter e manter uma amizade é bom.
Na minha opinião, não adianta termos alguém como conhecido, só para contar as novidades quando se encontra pela rua. Na minha opinião, é bom ter pessoas com quem a gente possa sair e rir um pouco, zoar, falar besteira, e, claro, sempre ligar pra marcar um encontro, caso estejamos distantes. A distância e o tempo acabam com as amizades, e não adianta dizer que não. Se deixar por conta de uma "eterna amizade", o tempo a distrói. Tem-se que pegar o telefone e ligar, chamar pelo apelido e brincar do mesmo jeito que se brincava antes (as brincadeiras comuns entre os amigos, numa determinada época, a época em que estiveram juntos). E só isso não basta. Tem-se que marcar um encontro, pra ir a uma festa, tomar um sorvete, ou simplesmente andar pela Vila (hehehe tem gente que entenderá). A gente trabalha, estuda, fica doente, cuida de alguém doente, tem outros amigos, mas não pode deixar de dar conta de todos, afinal, se fez a amizade, é para mantê-la. Não adiantam amigos novos, precisamos dos velhos. Porque todos estão o tempo todo sentindo saudade dos tempos velhos, e conseqüentemente, das pessoas que estiveram lá.
Amigo pra mim aceita o nosso pedido pra sair, vai à nossa festa nos dar os parabéns, comer bolo, fazer amendoim doce, pipoca e ver um filme na TV (ou no computador - tem gente que também entenderá). Se a gente sempre diz não, por que é que vai esperar um sim? A gente tem que fazer uma força quando a gente não está com vontade de sair, e insistir quando o outro é que está desanimado. Isto é, as pessoas boas. Quanto às pessoas que ainda não descobriram o valor das amizades, elas vão fazendo sempre novos amigos, mas nenhum fica, porque vão ficando velhos, e ela quer sempre os novos. Mas nenhum se mantém. Simplesmente: porque esta pessoa não fez nada para manter suas amizades.
Saturday, June 17, 2006
Do meu apartamento
Sou muitas numa só. E isso não quer dizer que eu não sou eu mesma. Todos temos influências, até o mais original dos originais teve suas influências. Ninguém basta por si só, ninguém se conhece inteiro, ninguém sabe dizer se o que é será assim para sempre.
Do meu apartamento, eu leio livros que me interessam, desejo livros que eu não tenho, para preencher mais o meu tempo de descobrir quem eu sou. Quando penso que me achei nas palavras comunistas de Marx, me vem o lado materialista me dizer que eu não quero perder minhas coisas, que eu fiz por merecer meu lado burguês. Mas eu não sou burguesa, sou proletária, e tento juntar-me à classe para provar que "a burguesia fede, a burguesia quer ficar rica, que enquanto houver burguesia, não vai haver poesia."E eu nunca soube diferenciar materialismo dialético de histórico...
De repente, me vem uma busca pela paz. Quero ser hinduísta, quero ouvir uma cítara, ler poemas de Mário Quitana, ou tentar me concentrar num mahal-mantra, cantando sem parar HARE KRISNA, HARE KRISNA, KRSNA KRSNA, HARE HARE, HARE RAMA, HARE RAMA, RAMA RAMA, HARE HARE. Gritar pela janela da minha cozinha (que dá acesso aos prédios e casas) que "tudo que nós estamos dizendo é DÊ UMA CHANCE À PAZ, enquanto todo mundo está falando de ismos-ismos". Mas ninguém ouve, posso gritar alto, mas ninguém me ouve.
Então eu tento um rock'n'roll. pego minha guitarra (base) e um microfone e solto a voz na cabeça dos vizinhos. Eu bem queria uma outra guitarra (solo) e voz pra me acompanhar, mas já que não há, vai só mesmo. Eu berro bastante que é pra me libertar da solidão de estar só com o meu rock. Mesmo que as pessoas não ouçam, eu só peço que "LET ME SING, LET ME SING, LET ME SING MY ROCK'N'ROLL"!!!!!!!!! Eu já me sinto bem.
Mudo para uma Sociedade Alternativa. Agora sim, as pessoas vão sentir a necessidade de mudar alguma coisa, ou ver que alguma coisa precisa ser mudada. Que bom seria se todos acordassem que a lei é não ter lei. Que podemos fazer o que quisermos, pois é tudo da lei.
Depois, meus ânimos se acalmam. Quero ser apenas as asas de uma borboleta num poema de Cecília Meireles, em meio aos mistérios do universo. Hum..... mistérios do Universo! De repente, sou um Einstein, quero descobrir tudo, o que sobe, o que desce, que Física é essa que está em tudo, e ao mesmo tempo a inteligência nos prende de uma forma que nunca mais queremos ser ignorantes. Minha mente se abre tanto às novas idéias, que nunca mais volta ao tamanho original.
Mas uma música toca na vitrola, pra que vou querer saber por que o céu a azul, qual a distância das estrelas?? Só aquelas notas musicais bastam para elevar o meu espírito, ou pensar em alguém. Quero fazer uma música, igual... Vou pensar em quem, vou falar de quê? São tantas perguntas e respostas, não cabem numa música só!
Agora vem os meus cadernos. Já estão ficando cheios. Gosto de escrever à caneta. Sou uma escritora. Quero ser que nem Arnaldo Jabor, lido por vários - odiado e amado. Ou então quero apenas escrever romances, quando me der vontade. Carlos Drummond de Andrade.
Ah, chega! Quero apenas me distrair. Vou ver um pouquinho de beatles no vídeo e rir com as bobeiras deles. Ops... Isso daria mais algumas páginas. Melhor parar por aqui.
Do meu apartamento, eu leio livros que me interessam, desejo livros que eu não tenho, para preencher mais o meu tempo de descobrir quem eu sou. Quando penso que me achei nas palavras comunistas de Marx, me vem o lado materialista me dizer que eu não quero perder minhas coisas, que eu fiz por merecer meu lado burguês. Mas eu não sou burguesa, sou proletária, e tento juntar-me à classe para provar que "a burguesia fede, a burguesia quer ficar rica, que enquanto houver burguesia, não vai haver poesia."E eu nunca soube diferenciar materialismo dialético de histórico...
De repente, me vem uma busca pela paz. Quero ser hinduísta, quero ouvir uma cítara, ler poemas de Mário Quitana, ou tentar me concentrar num mahal-mantra, cantando sem parar HARE KRISNA, HARE KRISNA, KRSNA KRSNA, HARE HARE, HARE RAMA, HARE RAMA, RAMA RAMA, HARE HARE. Gritar pela janela da minha cozinha (que dá acesso aos prédios e casas) que "tudo que nós estamos dizendo é DÊ UMA CHANCE À PAZ, enquanto todo mundo está falando de ismos-ismos". Mas ninguém ouve, posso gritar alto, mas ninguém me ouve.
Então eu tento um rock'n'roll. pego minha guitarra (base) e um microfone e solto a voz na cabeça dos vizinhos. Eu bem queria uma outra guitarra (solo) e voz pra me acompanhar, mas já que não há, vai só mesmo. Eu berro bastante que é pra me libertar da solidão de estar só com o meu rock. Mesmo que as pessoas não ouçam, eu só peço que "LET ME SING, LET ME SING, LET ME SING MY ROCK'N'ROLL"!!!!!!!!! Eu já me sinto bem.
Mudo para uma Sociedade Alternativa. Agora sim, as pessoas vão sentir a necessidade de mudar alguma coisa, ou ver que alguma coisa precisa ser mudada. Que bom seria se todos acordassem que a lei é não ter lei. Que podemos fazer o que quisermos, pois é tudo da lei.
Depois, meus ânimos se acalmam. Quero ser apenas as asas de uma borboleta num poema de Cecília Meireles, em meio aos mistérios do universo. Hum..... mistérios do Universo! De repente, sou um Einstein, quero descobrir tudo, o que sobe, o que desce, que Física é essa que está em tudo, e ao mesmo tempo a inteligência nos prende de uma forma que nunca mais queremos ser ignorantes. Minha mente se abre tanto às novas idéias, que nunca mais volta ao tamanho original.
Mas uma música toca na vitrola, pra que vou querer saber por que o céu a azul, qual a distância das estrelas?? Só aquelas notas musicais bastam para elevar o meu espírito, ou pensar em alguém. Quero fazer uma música, igual... Vou pensar em quem, vou falar de quê? São tantas perguntas e respostas, não cabem numa música só!
Agora vem os meus cadernos. Já estão ficando cheios. Gosto de escrever à caneta. Sou uma escritora. Quero ser que nem Arnaldo Jabor, lido por vários - odiado e amado. Ou então quero apenas escrever romances, quando me der vontade. Carlos Drummond de Andrade.
Ah, chega! Quero apenas me distrair. Vou ver um pouquinho de beatles no vídeo e rir com as bobeiras deles. Ops... Isso daria mais algumas páginas. Melhor parar por aqui.
Sunday, June 11, 2006
Para o dia dos namorados
Hoje eu não vou falar muito, o que eu tenho pra falar vou deixar pra semana que vem, porque tudo que a mídia e as pessoas falam agora é do dia dos namorados. Então, vamos deixar isso passar, e enquanto os namorados namoram, eu ouvirei Carly Simon cantar "Nobody does it better", que é a música ideal de quem está apaixonado, e ela é uma boa cantora, quem quiser passar um bom dia dos namorados, sozinho ou acompanhado, ouça e veja só a letra:
Ninguém faz melhor
Ninguém faz melhor
Me deixa triste por um apoio
Ninguém faz metade do que você faz tão bem
Querido, você é o melhor
Eu não estava procurando
Mas de algum jeito você me achou
Eu tentei esconder da luz do seu amor
Mas como o céu acima de mim
O espião que me amou
Está mantendo todos os meus segredos guardados esta noitte
E ninguém faz melhor
Apesar de às vezes eu desejar que alguém pudesse
Ninguém faz exatamente como você faz
Por que você tem que ser tão bom?
O jeito que você me abraça, sempre que me abraça
Há um tipo de mágica dentro de você
Que me livra de fugir, mas só me mantém chegando
Como você aprendeu a fazer as coisas que você faz?
E ninguém faz isso melhor
Me deixa triste por um apoio
Ninguém faz metade do que você faz tão bem
Querido, querido, querido, você é o melhor
Querido, você é o melhor...
Ninguém faz melhor
Ninguém faz melhor
Me deixa triste por um apoio
Ninguém faz metade do que você faz tão bem
Querido, você é o melhor
Eu não estava procurando
Mas de algum jeito você me achou
Eu tentei esconder da luz do seu amor
Mas como o céu acima de mim
O espião que me amou
Está mantendo todos os meus segredos guardados esta noitte
E ninguém faz melhor
Apesar de às vezes eu desejar que alguém pudesse
Ninguém faz exatamente como você faz
Por que você tem que ser tão bom?
O jeito que você me abraça, sempre que me abraça
Há um tipo de mágica dentro de você
Que me livra de fugir, mas só me mantém chegando
Como você aprendeu a fazer as coisas que você faz?
E ninguém faz isso melhor
Me deixa triste por um apoio
Ninguém faz metade do que você faz tão bem
Querido, querido, querido, você é o melhor
Querido, você é o melhor...
Sunday, June 04, 2006
Eu encontrei a solução para os problemas do mundo!
Demorei, mas voltei ao meu blog, encontrar meus leitores, que são tantos, que eu até sei o nome de todos: Jorge-Washington-Antunes-da Anunciação-Sobrinho.
Eu andei lendo (um livro de Ecologia), e enquanto lia, queria estar escrevendo também, para não perder as idéias.
Há mais coisas erradas do que certas nesse mundo, e para consertar as coisas erradas, gasta-se dinheiro. As pessoas estão sempre pensando em desenvolvimento econômico, mas vamos fazer de conta que isso não existe mais, e enumerar o que precisaríamos fazer para mudar as coisas erradas:
1º) Acabaríamos com as indústrias. A maior parte da poluição ambiental vem delas: sujeiras caem nas águas, poluentes vão para o céu, lixos e restos contaminam o solo. Então, não haveria roupas para usarmos - já acabaríamos com outro problema: o de falta de água, pois para fazer lã, algodão, roupa, gasta-se água. Acabaríamos também com o consumismo e o complexo de inferioridade entre as pessoas. Não teríamos roupas, então não nos sentiríamos melhor nem pior do que ninguém: nus em pêlo, somos iguais. Caso sentíssemos frio por andar nus, nos cobriríamos com a pele de algum animal que morresse (que morresse!)
Não haveria mais alcóolatras, nem fumantes (a não ser que quisessem fumar com folha de bananeira), pois não haveria indústria para cerveja e cigarro.
Não haveria papel, que também gasta muita água para ser fabricado, então nos comunicaríamos mais do que nunca. Linguagem verbal a todo tempo, com todas as pessoas (perderíamos as poesias, mas elas poderiam ser declamadas).
Sem o papel então, acabaríamos com o dinheiro. Não existiria também outra coisa no lugar do dinheiro para se trocar, porque não haveria objetos. Bom, sem dinheiro, não haveria mensalão! E sem mensalão e corrupção, como os políticos iriam sobreviver? Não haveria políticos!
Como não haveria tijolos, não haveria casas. Pra quê? Algumas folhagens e poderíamos nos esconder.
Sem indústrias, diminuiríamos também algumas doenças, como câncer, doenças do coração, do pulmão e nada de enlatados. Seríamos vegetarianos, e caso quiséssemos alguma proteína, poderíamos pegar um peixe no lago (limpo!). Chega de maus tratos aos animais!
Não haveria superpopulação também, pois como não existiria cirurgia cesariana, a própria seleção natural se encarregaria de eliminar os menos adaptados.
Depois disso tudo, podemos perceber uma coisa: voltamos aos primórdios, vivendo como macacos, comendo do que a terra dá e retornando ao ciclo do ecossistema: tudo se transforma. Enfim deixaríamos de ser os interruptores dessa cadeia para voltarmos a ser parte dela, sem destruir o ecossistema. O meio ambiente seguiria seu curso natural, de se renovar quando está podre e se equilibrar quando sai de homeostase, pois ele tem essa característica própria.
E o que nos sobrou? Os sentimentos, os bons e os maus. Afinal de contas, são sempre eles que nos comandam, mesmo. Seriam só instintos, pulsão de morte e de vida. Uma luta pela sobrevivência.
O que a gente percebe é que não há problemas no mundo quando se acaba com o problema central: as indústrias. Acabaram-se as indústrias, pronto! Somos devolvidos à natureza e ela nós respeitamos.
Você deve estar pensando: que coisa utópica, não dá para acabar com as indústrias! Não quero ficar sem minha casa, meu carro, minhas roupas, meu rádio, meu celular, meu computador... Eu também não quero. Nessa consciência pequena de ser materialista, eu não quero. Mas lá no meu inconsciente, no mei ID, eu só quero satisfazer minhas necessidades fisiológicas: comer, beber, dormir... Por que o homem é tão complicado? É por isso que os animais vivem melhor que nós. E isso é só um sonho que carrego, só um sonho...
"VOCÊ PODE DIZER QUE EU SOU UM SONHADOR,MAS NÃO SOU O ÚNICO
ESPERO QUE UM DIA VÔCÊ SE JUNTE A NÓS E O MUNDO SERÁ COMO UM SÓ."
(DE UM SONHADOR)
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