Revoltas Diárias

Não importa se só tocam o primeiro acorde da canção A gente escreve o resto sem muita pressa, com muita precisão. Nos interessa o que não foi impresso e continua sendo escrito à mão Não interessa o que o bom senso diz Não interessa o que diz o rei Se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei Não interessa o que diz o ditado Não interessa o que o Estado diz Nós falamos outra língua, moramos em outro país.

Sunday, April 02, 2006

A terra é de todos

Que irritação que eu tenho de ouvir falar em "áreas privadas". Que negócio é esse? A terra é de quem?
Está certo que o instinto territorialista é próprio de alguns animais inclusive o homem, mas na nossa condição de sermos todos filhos de Deus, não podemos pegar um pedaço de terra e dizer que é nosso. Eu sempre me indaguei a respeito disso, até que uma vez eu li num livro de História uma frase mais ou menos assim: "A culpa não é de quem dividiu a terra, a culpa é de quem estava lá e não proibiu isso, aceitou.". Afinal, a terra é de todos, a natureza é de todos!
Agora ouço dizer que praias da Ilha Grande estão sendo privatizadas. Que direito eles têm de chegar lá e tomar conta daquele pedaço de areia, daquele pedaço de mar, daquele céu, daquela mata? A água e a terra é de todos e eu me banho onde eu quiser. E onde estamos nós, que não vamos lá reclamar por isso? EI, ONDE ESTAMOS NÓS QUE NÃO VAMOS DAR UM PONTO FINAL NISSO?!!!?
Outra coisa que me irrita é ver as praias sendo tomadas pelos quiósques. A gente vai pra praia para se aliviar do barulho e da bagunça, e ao chegar lá, se sente como se estivesse no centro de uma cidade, no meio do comércio! Até nas praias as pessoas vão para consumir. E ao invés de irem para escutar o barulho das ondas, colocam uma música tão alta que nos colocam de volta ao estresse da cidade (e, para completar, é funk ou baixarias derivadas). Ao invés de cheiro de maresia, é de comida, lixo, porcarias que depois entopem a areia e ninguém tem coragem de carregar seu próprio lixo para a lata de lixo.
Marx e Engels estavam certos com suas teorias comunistas de tirar as propriedades de todos, pois "a existência da burguesia é incompatível com a da sociedade".
Só mais uma coisa: nós, proletariados, temos que acabar com isso, pois, citando só mais uma vez os grandes filósofos, "de todas as classes que ora enfrentam a burguesia, só o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária. As outras classes degeneram e perecem com o desenvolvimento da grande indústria; o proletariado, pelo contrário, é seu produto mais autêntico".

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