Virá, que eu vi!
Esta música a seguir é muito tocante pra mim e representa o que um dia irá acontecer. Não necessariamente na forma de um índio, mas eu acredito que um dia todos estarão cientes do seu dever de cuidar da Terra. Caetano Veloso escreveu de forma muito inteligente o que poder vir a mostrar às pessoas que a tecnologia não é o que deve dominar, aliás, nem deveria existir. O que devemos preservar são os povos, respeitá-los; a natureza, os animais; tudo aquilo que a gente não julga importante para o desenvolvimento. Mas na verdade é isso que ajuda no desenvolvimento. Só que no desenvolvimento de cada um, e não de um país, de uma cidade.
Um índio
(Caetano Veloso)
Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
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2 Comments:
At 5:46 PM,
Lúcia said…
Já parou p/ pensar que as coisas mais importantes na vida não aparecem por acaso e geralmente já somos impregnada delas mas não damos valor, e elas sempre possuem "sentidos" multáveis, são sempre as mesmas o que muda são nossos olhares. O perfeito exemplo é Deus. Vai haver um momento em que "encontraremos" o verdadeiro sentido, aquele ocultado e não oculto.
At 12:19 PM,
Rosilene Cancela Duarte said…
Bem dito - haverá o momento em que encontraremos Deus, ou, pelo menos, Jesus, e aí tudo fará sentido. Porque tudo tem sentido, a gente é que ainda não conhece de tudo.
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