Revoltas Diárias

Não importa se só tocam o primeiro acorde da canção A gente escreve o resto sem muita pressa, com muita precisão. Nos interessa o que não foi impresso e continua sendo escrito à mão Não interessa o que o bom senso diz Não interessa o que diz o rei Se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei Não interessa o que diz o ditado Não interessa o que o Estado diz Nós falamos outra língua, moramos em outro país.

Monday, October 23, 2006

Microcosmos

Não tens medo da flor se abrindo,
Das pétalas murchando dia após dia?
Não tens medo do casulo se abrindo,
Da borboleta saindo e mudando suas cores?
Não tens medo da gota de orvalho
Na folha caindo, por ela sendo bebida?
Não tens medo dos galhos crescendo,
Se comunicando com os ramos?
Não tens medo da chuva caindo,
Molhando a terra, servindo de abrigo?
Não tens medo do mel das abelhas,
Das suas colméias tornando-se perfeitas?
Não tens medo da aranha tecendo,
Do som dos insetos,
Das asas do morcego,
Da cópula das lesmas,
Do silêncio das folhas,
Das cores das flores,
Da grama aos seus pés,
Das formigas marchando,
Do vento soprando?
Se não tens medo, é porque não acreditas
Que tudo está vivo ao seu redor
E quer viver.



Texto escrito em 15 de agosto deste ano, enquanto eu via um dvd sobre animais e natureza e isso me causou um certo medo em saber quão perfeito e minucioso é o mundo da natureza!

2 Comments:

  • At 10:08 AM, Blogger Rosilene Cristina Cancela Duarte said…

    tenho medo do ser humano

     
  • At 10:21 AM, Blogger Indiaseattle said…

    Acho que ele nao é um poema pra concordar ..ele é mais pra entender, tipo no final é que todo mundo entende , ele cria um sentimento. Aquele que de certa forma todos deveriam ter, por isso que gostei dele, ..tipo até antes as pessoas leem e nao entem pq ter medo....mas no final o medo ganha sentido..muito legal.

     

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